
Lisboa, 31 mar (Lusa) – O deputado comunista Miguel Tiago lamentou hoje a solução de venda do Novo Banco ao grupo norte-americano Lone Star, anunciada antes pelo Banco de Portugal e pelo Governo socialista, prevendo que terá custos para o orlamento de Estado.
“O negócio que agora vemos apresentado aos portugueses e que se traduzirá num novo custo sobre o Orçamento do Estado e o esforço dos trabalhadores demonstra bem a necessidade de travar o processo de alienação. Aquilo que testemunhámos uma vez mais foi o Estado utilizar os recursos dos portugueses para limpar o balanço de um banco”, afirmou, no parlamento.
O primeiro-ministro afirmara antes que a privatização de 75% do banco originado pela resolução do BES não terá impacto direto ou indireto nas contas públicas, nem novos encargos para os contribuintes, constituindo “uma solução equilibrada”.
