
Lisboa, 13 mai 2021 (Lusa) – O ministro das Infraestruturas reconheceu hoje o papel dos operadores de telecomunicações durante a pandemia, setor que “não parou o seu investimento”, mas considerou que a crÃtica e litigância é “muito pouco produtiva” e retira valor à s sinergias.
Pedro Nuno Santos falava no 30.º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), dedicado à reinvenção da tecnologia, que hoje terminou.
O governante começou por salientar que desde o último congresso, em novembro de 2019, e o dia de hoje, “o mundo mudou de uma forma que ninguém poderia na altura prever”.
Durante “este longo perÃodo de emergência, o Governo e os operadores souberam encontrar em conjunto as respostas para assegurar a continuidade das comunicações”, salientou.
“Fizeram-no reforçando as redes de comunicações das funções crÃticas do Estado, nos sistemas de saúde, nas empresas e nas casas das famÃlias, assegurando comunicações gratuitas e ilimitadas para os profissionais de saúde, garantindo a possibilidade dos portugueses recorrerem com sucesso ao teletrabalho e impedindo o corte dos serviços de comunicações nas famÃlias com menores possibilidades de pagamento”, destacou Pedro Nuno Santos.
“Como resultado deste esforço conjunto, o tráfego de dados em comunicações mais que duplicou durante o confinamento, o comércio eletrónico teve um enorme crescimento, e todos nos habituamos” a uma outra forma de trabalhar e viver, prosseguiu.
“No meio disto tudo, o setor das comunicações não parou o seu investimento, soube responder à s necessidades dos cidadãos e das empresas e deu o seu contributo para uma rápida transição digital”, destacou o ministro.
“Começo com estas palavras de reconhecimento, porque nos dias que correm a constante crÃtica e a tentação da litigância tem tomado conta da discussão pública do setor das telecomunicações”, referiu Pedro Nuno Santos, numa alusão, sem referir diretamente, ao conturbado processo do leilão de quinta geração (5G).
“Esta atitude é, porém, muito pouco produtiva, ela retira valor à s sinergias que poderiam existir entre todos os participantes num mercado que, sim, está a mudar, e que, sim, exige a adaptação dos operadores face ao passado”, afirmou.
A verdade “é o que os desafios do futuro são mais importantes do que os esforços do passado e que os interesses comuns” são “mais importantes e mais urgentes, do que nos separa”, defendeu.
“É esse o espÃrito com que o Governo olha para os problemas e é com este espÃrito que conta com os operadores, o regulador e as autarquias para desenhar, executar a polÃtica de comunicações que o paÃs precisa”, salientou, referindo que acelerar a transição digital em curso traz enormes desafios.
“Queremos que Portugal melhore nos nÃveis de literacia digital, o que passa por chegar a parte da população que ainda está distante destas ferramentas, queremos também que as empresas portuguesas possam beneficiar da transição digital, que é uma das fundações da reindustrialização que o paÃs necessita”, apontou.
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