
Lisboa, 13 fev 2026 (Lusa) — Dezassete corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm os quartéis danificados devido ao mau tempo, sendo os casos mais graves os voluntários de Leiria e Pedrógão Grande, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O presidente da LBP, António Nunes, avançou à Lusa que os prejuízos estão estimados em milhões de euros, não existindo um valor exato uma vez que ainda têm que ser feitos vários estudos localmente, o que ainda não é possível porque os bombeiros estão preocupados com o socorro.
António Nunes indicou que são 17 os quartéis com problemas nos seus edifícios, existindo alguns com mais prejuízos do que outros.
Além dos quartéis de Leiria e de Pedrógão Grande, que apresentam problemas graves e provavelmente obrigarão à construção de novas instalações, há ainda outras corporações com prejuízos elevados nos edifícios como Vieira de Leiria, Marinha Grande, Ferreira do Zêzere, Penela e Montemor-o-Velho, segundo a LBP.
António Nunes disse que a LBP está a fazer um levantamento da situação para enviar para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que terá que criar uma linha financeira de apoio para a reconstrução destas infraestruturas.
A LBP indicou que estes 17 quartéis apresentam danos nas coberturas, no edificado, com destruição de salas e camaratas, danos nas antenas e também em muitas viaturas.
“No conjunto, estão em causa vários milhões de euros para obras na maior parte dos casos urgentes tendo em conta a necessidade de garantir as condições de operacionalidade dos bombeiros”, considerou ainda a LBP.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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