NOVA LEGISLAÇÃO DO ONTÁRIO VAI PROTEGER OS COMPRADORES DE CASAS CONTRA OFERTAS FANTASMAS

(The Canadian Press/Darren Calabrese)
(The Canadian Press/Darren Calabrese)
(The Canadian Press/Darren Calabrese)
(The Canadian Press/Darren Calabrese)

A partir do próximo mês, os compradores de casas no Ontário terão novas proteções contra ofertas fantasma, uma prática utilizada por agentes imobiliários sem escrúpulos para elevar os preços das casas, noticiou a Canadian Press.
Os agentes podem sugerir que receberam ofertas concorrentes quando eles não têm, a fim de assustar os potenciais compradores para aumentarem as suas ofertas ou apressarem-se num negócio.
Alguns compradores acreditam que a prática ocorre durante a guerra de licitação em cidades com mercados imobiliários muito procurados, como Toronto e Vancouver. Mas antes da nova lei, estas suspeitas têm sido difíceis de provar.
A partir de 1 de julho, não será permito aos agentes sugerir que receberam uma oferta a menos que seja por escrito e assinada. Eles também serão obrigados a manter o registo de todas as ofertas recebidas em arquivo por um ano.
Os compradores que suspeitam que eles podem ter sido enganados poderão descobrir se existiram realmente outras ofertas mediante a apresentação de uma queixa junto do Conselho de Mercado Imobiliário do Ontário, a agência encarregada de fazer cumprir as novas regras.
Joseph Richer, secretário do conselho imobiliário, diz que a agência recebeu muito poucas queixas sobre licitações fantasmas ao longo dos anos, indicando que o problema não é tão prevalente como alguns sugerem.
Um agente imobiliário que não siga as regras poderá ser processado e enfrentar uma multa máxima de 50.000 dólares ou até dois anos atrás das grades. Em alternativa, o agente pode ser encaminhado para um comité disciplinar e ser condenado a fazer cursos de educação ou pagar até 25.000 dólares em multas.
Phil Soper, presidente e chefe-executivo da Royal LePage, diz que outras jurisdições podem acabar por tomar algumas sugestões do Ontário.
No entanto, responsáveis na Columbia Britânica, Alberta e Quebec dizem que não têm recebido muitas queixas sobre licitações fantasmas e, portanto, não acreditam que sejam necessárias tais regras.