
Bruxelas, 11 mar 2026 (Lusa) — A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou hoje a imposição de novas sanções a 19 pessoas e entidades do regime iraniano responsáveis por “violações graves dos direitos humanos”.
“A União Europeia (UE) continua a responsabilizar o Irão. Hoje, os embaixadores dos Estados-membros aprovaram novas sanções contra 19 responsáveis e entidades do regime [iraniano] responsáveis por violações graves dos direitos humanos”, anunciou a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros numa publicação na rede social X.
Kallas garante que, “enquanto a guerra no Irão continua, a UE protegerá os seus interesses e perseguirá os responsáveis pela repressão interna”.
“Isto também envia uma mensagem a Teerão de que o futuro do Irão não pode ser construído sobre a repressão”, afirma.
Em 29 de janeiro, a UE já tinha anunciado a imposição de sanções a 15 pessoas e seis entidades por “graves violações dos direitos humanos”, numa lista que incluía o ministro do Interior e chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Eskandar Momeni, o procurador-geral, Mohammad Movahedi-Azad, oficiais de alta patente das forças de manutenção da ordem e comandantes do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica.
No mesmo dia, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram também classificar a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista.
As duas decisões foram tomadas em resposta à repressão de protestos antigovernamentais em janeiro, que resultaram na morte e detenção de dezenas de milhares de pessoas.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
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