
Lisboa, 16 jan (Lusa) – O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o caderno de encargos para a privatização da TAP prevê que todos os acordos de empresa existentes “terão de ser respeitados pelos futuros compradores”, depois de interpelado pelo PEV.
“Quaisquer acordos que possam existir, nomeadamente de natureza sindical, terão de ser respeitados pelos operadores que vierem a adquirir a TAP e aqui prevalece a norma geral do Direito, portanto, não há nenhuma restrição quanto à aplicação desses acordos”, afirmou Passos Coelho.
As declarações do chefe do Governo foram proferidas durante o primeiro debate quinzenal de 2015, no parlamento, depois de questionado pela deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” Heloísa Apolónia, que apontou as declarações do ministro da Economia, António Pires de Lima, para dizer que a privatização da companhia aérea “pode ser na verdade um passaporte para o desemprego”.
