DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Correio da Manhã Canadá

Muitos ainda não sabem o porquê de se celebrar o dia internacional da mulher a 8 de março. Muitos acham ridículo a celebração desta data, ou que não acompanha os dias de hoje.

A realidade é outra. Esta data deveria estar embebida nos corações de mulheres e homens. Esta data tem que ser celebrada, não apenas por todas as que morreram a lutar por direitos económicos, políticos ou sociais, mas por todas que continuam a lutar para um lugar de igualdade perante a sociedade tal como o homem.

À sufragista tomou o seu lugar a feminista. A sufragista que reivindicou e ganhou uma reforma eleitoral conquistando o direito ao voto à 100 anos atrás no Reino Unido e que viria a abalar o país e o mundo. A feminista surge quase como uma descendente da sufragista, e é vista tal como há 100 anos atrás uma destabilizadora da paz. Mas não, apenas pretendem uma sociedade mais justa com direitos iguais para as mulheres como existem para os homens. Para aniquilar a diferença salarial, onde por cada 1 dólar que o homem ganha, a mulher ganha 80 cêntimos. Para aniquilar a diferença social onde a ambição profissional na mulher é criticada, mas num homem é celebrada.

Mas então que surge o “pay transparency”, legislação aprovada pelo Governo de Ontário que obriga as empresas a pagar o mesmo salário independentemente do género, e informação essa que terá de ser partilhada com a província, ou habilitam-se a pagar multas. Uma pequena gota num oceano de desigualdades.

No outro lado do atlântico o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa marcou o Dia Internacional da Mulher com uma visita à uma fábrica têxtil. Marcelo, referiu que esta foi uma homenagem às mulheres que trabalham e que se encontram em disparidade salarial, não fosse Portugal o país da Europa com mais desigualdade financeira entre homens e mulheres. Falta por lá um “pay transparency”, com Marcelo a sugerir que pode não estar muito longe.

Este dia internacional da mulher fica, infelizmente, marcado por um ato vil. Na Índia, uma mulher foi atacada com ácido pelo próprio marido depois de ter dado à luz uma menina, a sua segunda filha. O homem queria um menino.

Por estas situações ainda ocorrerem por esse mundo fora é que se continua a lutar e nunca se irá baixar os braços até se alcançar a igualdade entre géneros, mas principalmente mudar mentalidades para um mundo mais justo e com menos desigualdades.