DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Correio da Manhã Canadá

Celebrou-se no passado dia 8 de março o Dia Internacional da Mulher. Um pouco por todo o mundo esta data foi comemorada com manifestações para protestar contra a violência de género e a desigualdade salarial. Na véspera desta data, a 7 de março o dia ficou marcado em Portugal como o primeiro dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica. Em Espanha uma manifestação no centro de Madrid às zero horas dava início ao Dia Internacional da Mulher, marcado por uma greve geral de mulheres. Para assinalar a data em Itália uma exposição de roupa usada por vítimas de violação podia ser visitada no Tribunal de Milão. Em El Salvador, que tem uma das leis antiaborto mais restritivas do mundo, três mulheres condenadas a 30 anos de prisão por partos fora dos hospitais que resultaram na morte dos fetos foram libertadas, depois de o Supremo Tribunal comutar as penas. Da Europa à Ásia, passando também pelos continentes americano e africano, várias iniciativas foram programadas para assinalar este dia, instituído desde 1975 pelas Nações Unidas, que pretende celebrar as conquistas das mulheres e promover os seus direitos. Mas engana-se se pensa que as mulheres são as únicas a tentar implementar medidas para tentar colmatar a violência e a desigualdade contra o sexo feminino. Para celebrar o seu 60º aniversário e o Dia Internacional da Mulher, a boneca mais famosa do mundo, a empresa da Barbie celebrou o feminismo com o lançamento de uma série de bonecas de “Exemplos a Seguir”, e inclui até a patinadora olímpica canadiana Tessa Virtue. Um total de 20 Barbies são ser inspiradas em mulheres de 18 países diferentes. Atletas, atrizes, ativistas e jornalistas e até uma astronauta. Em Portugal foi lançado pela Mattel do país um exemplar único de uma Barbie astronauta em homenagem a Dava Newman, antiga vice-administradora da NASA. São muitas as conquistas que a mulheres conquistaram até hoje, mas ainda existe muito para fazer quando a cada minuto somos bombardeados com notícias de mulheres a serem assassinadas às mãos de quem as devia proteger.